Publicado por: A Ovelha Perdida | 7 de Março de 2011

Crise afecta sobretudo contratadas a termo e grávidas

As crises têm afetado mais as mulheres e esta não é diferente.

O aumento da precariedade laboral feminina está a verificar-se mais entre as contratadas a termo, sobretudo grávidas, puérperas ou lactantes, alerta a presidente da CITE.As mulheres têm actualmente “uma taxa de desemprego superior” e “têm aumentado exponencialmente os casos de trabalhadoras que não veem os seus contratos renovados”, sobretudo grávidas, puérperas e lactantes, denuncia Sandra Ribeiro, há um ano à frente da Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), organismo sob a tutela do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social.

Em 2008, a CITE recebeu 342 comunicações de não renovação de contratos a termo, número que aumentou para 689 em 2009 e para 702 em 2010, e só nos primeiros 15 dias de 2011 já havia 27, indicou Sandra Ribeiro, acrescentando que, no ano passado, a CITE emitiu 164 pareceres, dos quais mais de 100 diziam respeito a despedimento de grávidas, puérperas ou lactantes.”Os momentos de crise trazem sempre consigo efeitos nefastos e normalmente quem é mais fraco fica ainda mais exposto às vicissitudes do mercado do trabalho.

E as mulheres, do ponto de vista laboral, ainda estão numa posição de maior fraqueza”, reconhece Sandra Ribeiro, em entrevista à agência Lusa.Os empregadores — lamenta a responsável — continuam a ver as mulheres como “uma massa produtiva menos lucrativa do que os homens”, pois, na sua perspetiva, elas faltam mais para prestar assistência à família e beneficiam de uma série de licenças relacionadas com a maternidade, esquecendo-se de que elas também “têm dois trabalhos a tempo inteiro”, a profissão e a casa. Só isto explica como é que, apesar de haver cada vez mais mulheres no mercado de trabalho, a taxa de desemprego feminina continue a crescer mais do que a masculina, realça.

“Neste momento de crise, uma crise que provavelmente não vai passar tão cedo e em que provavelmente já nada voltará a ser como era dantes, nós não precisamos de pensos rápidos, mas de mudanças de paradigmas”, sustenta Sandra Ribeiro.

Fonte: LUSA/DN.


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