Publicado por: A Ovelha Perdida | 9 de Maio de 2012

A cada hora nasce um bebé dependente de opiáceos nos EUA


Mães dependentes de analgésicos ou drogas ilegais transmitem o vício aos filhos durante a gestação, revela estudo publicado na revista científica “American Medical Association”.

Os casos de recém-nascidos com sintomas de dependência de drogas derivadas de ópio são cada vez mais frequentes nos EUA. Segundo um estudo científico publicado na revista ”American Medical Association”, a cada hora nasce no país um bebé com síndrome de abstinência, filho de mãe dependente.

A pesquisa, baseada em dados de mais de 4000 hospitais norte-americanos, revela que somente em 2009 nasceram 13,5 mil bebés com síndrome de abstinência neonatal nos EUA. Em dez anos, entre 1999 e 2009, o número de recém-nascidos com este tipo de problema triplicou.

Consumo de opiáceos é problema grave nos EUA

Marie Hayer, da Universidade do Mainem diz que em 85% dos casos (de recém-nascidos com sintomas de síndrome de abstinência), as mães eram viciadas em medicamentos vendidos na farmácia mediante receita médica. Nos restantes casos, as progenitoras eram dependentes de heroína ou estavam a fazer tratamentos com analgésicos, na sequência, por exemplo, de um acidente de viação.

Na opinião de Stephen Patrick, um dos autores do estudo, “os opiáceos são já um grande problema nos EUA”.

O editorial da revista  diz que  “os opiáceos têm sido precritos de forma exagerada nos EUA, assim como desviados de farmácias e hospitais oara serem vendidos ilegalmente, o que abriu um novo caminho para o vício, gerando um problema de saúde pública materno-infantil”.

O estudo aponta para os altos custos dos tratamentos. “Recém-nascidos com síndrome de abstinência precisam passar pelo menos 16 dias no hospital, enquanto os demais ficam apenas três”.

O caso de Aillen Danneley e a sua filha Savannah, citado pela Associated Press, é paradigmático. Logo após o nascimento, a criança chorava muito, tinha diarreia e   dificuldades para se alimentar, sintomas típicos de abstinência, de que são também comuns os problemas respiratórios, baixo peso e convulsões. Por este motivo, teve de ficar internada num hospital em Illinois, ligada a máquinas que monitorizavam a sua respiração.

Aillen, 25 anos, parou de tomar analgésicos no início da gravidez, substituindo os medicamentos por metadona, sob supervisão médica.

Mãe e filha estão agora a fazer tratamento de desintoxicação.
Fonte: Expresso online.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 5 de Maio de 2012

Bebés que nascem depois das 42 semanas têm mais riscos

O excesso de peso é outro dos riscos para os bebés que nascem depois das 42 semanas

O excesso de peso é outro dos riscos para os bebés que nascem depois das 42 semanas (Foto: Adriano Miranda)

O estudo, que foi realizado em Roterdão, na Holanda, explica que a maioria dos partos são induzidos antes das 42 semanas de gestação, mas adianta que há vários casos em que – com o consentimento da mãe ou do médico – a gravidez vai além do normal. Um bebé é classificado como pré-termo quando nasce antes das 37 semanas, de tempo normal entre as 37 e as 42 semanas, e pós-termo após as 42 semanas, refere o estudo.

Até agora, vários estudos científicos davam conta de uma maior mortalidade durante o primeiro ano de vida associada aos partos realizados tão tarde. Esta nova investigação, que se apoiou em dados de 2001 a 2005, e que acompanhou mais de 5000 crianças, veio revelar algumas das consequências concretas durante a infância destes bebés.

Da amostra faziam parte 382 crianças (7%) que nasceram pós-termo e 226 (4%) que nasceram pré-termo. A análise permitiu perceber que as crianças que nasceram depois das 42 semanas de gestação revelaram mais problemas comportamentais e emocionais durante a infância, com especial destaque para défices de atenção e hiperactividade, que ocorreram o dobro das vezes nestes bebés – em comparação com os que nasceram na altura “normal”.

Casos residuais em Portugal

Em declarações ao PÚBLICO Luís Graça, presidente da Sociedade Portuguesa de Obstetrícia e director desse do serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Santa Maria, alertou que uma gravidez demasiado prolongada pode efectivamente “acarretar muitos riscos para a mãe e o bebé”. Contudo, o médico considera que os problemas comportamentais ainda estão pouco documentados em termos científicos.

Luís Graça garantiu que no seu hospital, e na maioria das instituições portuguesas, os partos são feitos até às 41 semanas de gestação – ou seja, uma semana antes da prática holandesa, “país onde há um culto excessivo do parto natural”. O especialista reconheceu que o ideal é a mulher entrar em trabalho de parto de forma natural, mas alertou que “às 42 semanas o risco não aumenta só um bocadinho, aumenta de forma exponencial”.

Da sua experiência, o médico diz que em Portugal o mais comum é as mulheres quererem provocar o parto mais cedo, pelo que são residuais os casos limite. “A medicina não deve ser hiperinterventiva mas também não pode ser hipointerventiva. A partir das 41 semanas aumenta exponencialmente o risco de o bebé morrer dentro da barriga da mãe, um parto de um bebé grande apresenta mais riscos e o bebé pode ter falta de oxigenação. Se explicarmos isto às mulheres nunca se atingem essas situações”, acrescentou.

Hanan El Marroun, coordenadora do estudo conduzido pelo Departamento de Psiquiatria da Infância e Adolescência do Hospital Erasmus MC-Sophia, em Roterdão, escreve que a investigação permitiu perceber que, tanto os bebés prematuros, como os que nascem mais tarde têm uma maior probabilidade de ficarem com sequelas de longo termo. Por isso, a investigadora considera fundamental que os médicos divulguem mais os riscos de ambas as situações junto das mães. “Todas as grávidas sabem que se o bebé nascer cedo não é bom. Por isso, porque é que não questionamos também os efeitos a longo prazo nos bebés que nascem demasiado tarde?”, disse a investigadora, numa entrevista à BBC.

As conclusões basearam-se nas informações recolhidas em dois questionários preenchidos pelos pais dos bebés quando as crianças tinham 18 e 36 meses e os autores excluíram outros possíveis factores explicativos como o peso, origem étnica, consumo de álcool ou tabaco durante a gravidez, nível educacional dos pais e rendimentos da família. Ainda assim ressalvam que, nas idades analisadas, a única fonte de informação foram os pais, não existindo ainda um feedback das escolas ou médicos, que será importante em futuras investigações.

Fonte: Público.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 27 de Abril de 2012

Surpresas mais frequentes no recém-nascido

Os pais durante nove meses, assistiram a aulas de preparação para o parto e aprenderam de cor todas as recomendações do ginecologista, mas, para grande surpresa, o recém-nascido não é como esperavam. Apesar de tudo parecer estranho nos primeiros dias, a maioria das surpresas são absolutamente normais. Aqui ficam algumas das mais frequentes:

Custa-lhe a fazer cocó

Faz ruídos, torce o rosto e fica corado? Não há motivos para preocupação. Ao realizar poucos movimentos intestinais durante a sua vida no útero, os músculos abdominais do bebé não estão suficientemente exercitados. Além disso, o leite, o unico alimento que ingere, deixa poucos resíduos. Mas isso não significa que esteja com prisão de ventre.

Bolsa o leite

Às vezes, depois de comer ou arrotar, o bebé deixa escapar uma pequena quantidade de leite. Isto deve-se à imaturidade dos sistema digestivo. Convém distinguir a regurgitação do vómito: este produz-se de forma repentina e brusca e a criança pode expulsar uma toma inteira. Nestes casos, consulte o pediatra.

Pontos brancos no céu da boca

Não há qualquer problema. Estas pequenas manchinhas denominam-se pérolas de Etstain e devem-se a um excesso de fibrina. Aparecem em muitos recém-nascidos, não são dolorosos nem implicam que o bebé tenha algum problema. Desaparecem com o tempo.

Arqueia as pernas

E é possível que também entorte os pés para dentro. No útero há pouco espaço, pelo que o feto se vê obrigado a manter as pernas flectidas, os pés dobrados e as costas côncavas. Por isso, depois de nascer, tende a encolher as extremidades. Passados alguns meses, as ancas e os músculos já estarão alargados e o tronco e pernas mais esticados.

Unhas dos pés encravadas

Parece que as unhas dos pés, sobretudo as dos dedos maiores, se incrustam na carne, enquanto a pele à volta fica vermelha. Isto é frequente nos bebés e na maior parte dos casos não tem importância. Pode fazer-se uma prova simples, apertando o dedo: se a unha está encravada, o bebé encolherá o pé e queixar-se-á.

Entorta os olhos

O aparente estrabismo do recém-nascido deve-se ao facto de ainda não conseguir controlar os músculos dos olhos. Por vezes, custa mantê-los em linha quando tenta focar os rostos. Na maior parte dos casos, é passageiro, apenas se deve considerar preocupante se os olhos estão “em bico” de forma permanente ou se continuam assim passados três meses.

Pele fina

O tom translúcido dos recém-nascidos deve-se à imaturidade do sistema circulatório e do mecanismo que regula a temperatura do corpo. Conforme se vão aperfeiçoando, a pele terá um aspecto mais opaco. As manchas vermelhas e s rugas também são temporárias e devem-se ao facto de bebé ter estado meses a flutuar no líquido amniótico.

Chora sem lágrimas

Durante os primeiros dias, as glândulas lacrimais só produzem a quantidade de líquido suficiente para manter a humidade dos olhos. Também é normal e corrige-se em poucas semanas.

Muito pêlo

Algumas crianças têm uma penugem que lhes cobre quase todo o corpo. Chama-se lanugo e, por vezes, está presente até às orelhas. Em poucas semanas cairá e desaparecerá.

Respiração irregular

Respira de modo irregular e, por vezes, faz breves pausas entre uma e outra respiração. Isto deve-se ao facto dos pulmões serem ainda pequenos e dos seu sistema neurológico ainda não estar totalmente desenvolvido.

Descoordenação

depois do nascimento, as zonas cerebrais mais desenvolvidas são aquelas que estão relacionadas com os reflexos e com as funções orgânicas fundamentais ( como a batida do coração); mas o cerebelo, que está encarregue de coordenar o movimento, ainda não está devidamente. Não há razão lhe dar importância. Ao fim de alguns meses, o bebé coordenará melhor os movimentos.

Come pouco de cada vez

O recém-nascido necessita de comer frequentemente pois o seu estômago ainda é muito pequeno. O melhor conselho é alimentá-lo a pedido, a única forma de estarmos seguros de que bebe todo o leite de que necessita.

As orelhas são moles

Não deve preocupar-se. A cartilagem é ainda muito frágil, mas em poucas semanas começará a endurecer e as orelhas adquirirão uma forma mais estética.

O umbigo está saliente

Nos primeiros dias, o umbigo pode sobressair ou parecer algo inchado mas, em geral, quando o cordão umbilical seca e cai, o umbigo começa a ter um aspecto menos saliente.

Um volume no peito

A pequena protuberância que se pode tocar no final das costelas  é o topo do esterno. Nas crianças mais pequenas esse osso está acompanhado por três segmentos e, por vezes, pode observar-se uma saliência. Pouco a pouco, vai-se cobrindo de músculo e gordura.

Tem os pés chatos

É normal que assim pareça. O arco da planta do pé só se forma entre os quatro e os seis anos.

Faz caretas a dormir

Estes gestos chamam-se “sorriso do sono” e são uma característica normal do recém-nascido. Tratam-se de contracções musculares involuntárias que se produzem quando dorme profundamente ou quando passa de uma para outra fase do  sono. Não é necessário fazer nada.

Fonte: Netbebés.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 9 de Abril de 2012

Aparelho de baixo custo reduz nascimentos prematuros

Um pequeno aparelho de baixo custo pode reduzir drasticamente o número de nascimentos prematuros em gravidezes de risco. A descoberta resulta de uma investigação realizada por uma equipa de médicos espanhóis.

O estudo demonstrou que a utilização de um “pessário cervical” (um anel de silicone que usualmente é introduzido na vagina para tratar, por exemplo, a incontinência urinária) diminui a percentagem de nascimentos prematuros nos grupos de risco.

Durante a investigação, os especialistas analisaram mulheres que tinham um colo do útero (extremidade inferior do útero) com menos de 25mm – uma das características mais relacionadas com um risco elevado de parto prematuro.

A parte inferior do útero de 11875 foi medida entre as 18 e as 22 semanas de gravidez, através de um exame de ultrassons. 726 destas mulheres tinham o colo do útero inferior à medida de 25mm.

Em cerca de metade das mulheres incluídas no grupo de risco foi introduzido um “pessário cervical” – um aparelho cujo preço ronda os 35 euros. Os resultados foram surpreendentes: 6 por cento das mulheres que utilizaram o aparelho tiveram partos prematuros, contra uma percentagem de 27% nas mulheres que não o utilizaram.

“A colocação de um pessário é um procedimento acessível, não invasivo e fácil de inserir e remover quando necessário”, explicou à AFP a autora principal do estudo, Maria Goya, obstetra do Hospital Universitário Vall d”Hebron, em Barcelona

Vão ser agora efetuados mais testes para que a técnica possa entrar na rotina médica dos obstetras.

De acordo com o artigo nascem todos os anos cerca de 13 milhões de bebés antes do tempo, situação que pode acarretar riscos para a saúde futura das crianças.

Aceda ao artigo, publicado no The Lancet, AQUI.

Fonte: Boas notícias.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 17 de Março de 2012

Alunos da Lima de Freitas apoiam o SOS Bebé

No passado dia 16, os alunos de uma turma da Escola Lima de Freitas, acompanhados pela professora Silvina do Vale, visitaram o SOS Bebé para efectuar a entrega de produtos alimentares e roupa para bebé, recolhida entre os alunos, que contribuíram segundo as suas possibilidades. Quiseram vir pessoalmente entregar os artigos recolhidos e adquiridos e ver o trabalho no local. Foram recebidos pela Coordenadora, Susete Lino e a equipa de voluntárias que assegura este trabalho social. Foi uma oportunidade para estes adolescentes conhecerem mais de perto a realidade social e serem sensibilizados para a importância da solidariedade numa sociedade injusta e desregulada.

 

Publicado por: A Ovelha Perdida | 3 de Março de 2012

Leo Clube de Setúbal recolhe produtos e apoia o nosso trabalho

Os jovens do Leo Clube de Setúbal realizaram uma campanha de recolha de produtos para bebé, no passado fim-de-semana, no Jumbo de Setúbal, em favor do SOS Bebé. As famílias carenciadas com crianças até aos 3 anos agradecem as centenas de produtos angariados. E nós também.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 28 de Fevereiro de 2012

Mais de mil milhões de crianças vivem sem condições nas cidades

No dia em que arranca o Ano Europeu do Envelhecimento Ativo e Solidariedade entre as Gerações, a UNICEF publicou um relatório que indica que já há mais de mil milhões de crianças a viver sem condições nas cidades.
São crianças altamente vulneráveis a doenças e desastres que habitam as cidades, meios que teoricamente ofereceriam mais condições de sustentabilidade que os rurais. No entanto, a UNICEF alerta para o facto de, nas comunidades urbanas mais pobres, a pobreza de uns ser ofuscada pela riqueza de outros.

O crescimento populacional é inevitável, e a UNICEF pede assim aos governos mundias para dar às crianças um papel central onde estas possam crescer em harmonia a par do desenvolvimento social e urbano.

Ouça aqui.

Fonte: RTP.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 23 de Fevereiro de 2012

A pior solução é institucionalizar uma criança

As crianças que estão institucionalizadas têm dificuldade em criar laços afetivos com quem cuida delas, revela um estudo da Universidade do Minho, que aponta que a solução está em alternativas de cariz familiar, nomeadamente a adoção.

O estudo resulta de uma investigação levada a cabo pela Escola de Psicologia da Universidade do Minho (UM) e aponta que “mais de metade das crianças institucionalizadas exibe padrões atípicos de vinculação, isto é, apresenta dificuldades na criação de laços com os cuidadores institucionais”.

“Esta realidade parece estar associada à escassez de cuidadores nas instituições, o que não permite uma individualização dos cuidados prestados”, revela o estudo intitulado “Desorganização e Comportamentos Perturbados de Vinculação num grupo de crianças portuguesas institucionalizadas”.

De acordo com informação do gabinete de comunicação da UM, trata-se de um estudo inédito, uma vez que estudou exclusivamente crianças com idades entre os 12 e os 30 meses de idade. Os 85 bebés estavam aos cuidados de 19 centros de acolhimento da zona norte do país.

“A investigação mostra que metade das crianças tem comportamentos perturbados de tipo indiscriminado, 29 por cento apresenta comportamentos de tipo inibido e 29 por cento manifesta comportamentos de distorção de base segura”, lê-se no comunicado.

Na opinião da orientadora da responsável pelo estudo, Isabel Soares, “a hipersociabilidade e a abertura excessiva a pessoas desconhecidas são comportamentos de risco para a própria criança” porque “traduz-se numa incapacidade por parte da criança de se proteger, tornando-a mais vulnerável a abusos ou a manipulações”.

Por outro lado, “as crianças com comportamentos de tipo inibido são mais retraídas, o que também é problemático em situações de dificuldade, uma vez que não conseguem pedir apoio”.

Acrescenta que “os estudos têm mostrado que o comportamento indiscriminado é o mais difícil de reverter”, já que “muitos pais afirmam que os filhos adotivos continuam a apresentar este tipo de conduta”.

A responsável pelo estudo, Joana Silva, defende, por isso, que “a solução está na promoção de alternativas provisórias com um cariz familiar”, nomeadamente a adoção.

“A institucionalização não reúne as condições mínimas para o desenvolvimento adaptativo de um bebé, que precisa de um cuidador estável, disponível, sensível e focado nas suas necessidades”, uma vez que “é impossível proporcionar numa instituição o mesmo tipo de cuidados dados no contexto familiar, até porque os recursos são escassos, muitas vezes por motivos económicos”, aponta a investigadora.

A orientadora Isabel Soares acrescenta que “quanto maior for o tempo de institucionalização, mais nefastas serão as suas implicações no desenvolvimento emocional, cognitivo, social e académico destas crianças” e que “a experiência pós-adoção mostra que as crianças começam a apresentar índices de crescimento físico e cognitivo próximos daquilo que é esperado em função da idade”.

Fonte: DN.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 16 de Fevereiro de 2012

Morrem 5 crianças por minuto no mundo devido a má nutrição crónica

Em cada minuto que passa, morrem cinco crianças no mundo devido a má nutrição crónica, indica um relatório agora divulgado pela organização “Salvem as Crianças”, noticia a AP.

No documento, alerta-se ainda que cerca de 500 milhões de crianças correm  riscos de sequelas permanentes nos corpos e cérebros nos próximos 15 anos.

No seu texto, a organização afirma que a morte de dois milhões de crianças  em cada ano poderiam ser prevenidas se a má nutrição fosse melhor resolvida.

A dimensão do fenómeno leva a “Salvem as Crianças” a argumentar que  a má nutrição crónica é uma crise escondida que afeta uma em cada quatro  crianças no mundo.

A fome tem caído, em termos gerais, nas últimas duas décadas, de forma  acentuada, mas o “2011 Global Hunger Índex” identifica seis países com situações  piores do que há vinte anos. Cinco estão em África e o outro é a Coreia  do Norte.

O índice revela que o Congo, o Burundi, as Comores, a Suazilândia e  a Costa do Marfim têm hoje maiores níveis de fome do que em 1990. Ao contrário,  o Koweit, a Turquia, a Malásia e o México foram os que conseguiram maiores  ganhos contra a fome.

Fonte: SIC Notícias.

Publicado por: A Ovelha Perdida | 6 de Fevereiro de 2012

Trabalhadores da Cabovisão apoiam SOS Bebé

 

 

Uma campanha de angariação de bens de primeira necessidade, para bebés, foi levada a cabo pela CaboVisão, tendo como destino a “SOS Bebé”, um projecto que tem como finalidade ajudar as crianças de famílias carenciadas.

O Projecto “SOS Bebé”, com sede na baixa de Setúbal, recebeu há cerca de uma semana mais de 1400 unidades de bens de primeira necessidade, nomeadamente fraldas, leites, papas, produtos de higiene, etc., resultantes de uma campanha levada a cabo pelos trabalhadores da CaboVisão.

Com efeito, e tal como adiantou a “O Setubalense” a directora de Capital Humano da referida empresa, Fausta Amaral, “esta iniciativa partiu de uma sugestão dos próprios trabalhadores, de apoio aquela instituição” tendo, para o efeito, sido “montadas diversas iniciativas internas com o objectivo de angariar fundos para a aquisição de todos os produtos de que a SOS Bebé necessitava”. Desta forma, uma das iniciativas levadas a cabo foi a de uma “feira interna, organizada por ocasião do Natal, que incluiu semanas gastronómicas, para além de feiras de livros e brinquedos”, sendo que “todas as equipas da empresa, de Norte a Sul do país, se mobilizaram para ajudar”, quer cozinhando as melhores iguarias, como doando livros e brinquedos que, posteriormente, “foram vendidos internamente, conseguindo-se assim reunir os fundos necessários para dar o melhor suporte à SOS Bebé”.

Estas iniciativas decorreram durante cerca de duas semanas de Dezembro passado, após o que foram adquiridos os bens agora doados, sendo em maior quantidade as fraldas – de diversos tamanhos -, leite em pó até 6 meses, papas, toalhetes e soro fisiológico, entre muitos outros artigos de primeira necessidade para as crianças mais novas.

Segundo Fausta Amaral, estas campanhas são para ter continuidade, nomeadamente porque aquela empresa “tem um programa anual de Responsabilidade Social onde este, e outros projectos, estão inscritos”. Ainda segundo aquela responsável, a CaboVisão “tem vindo a trabalhar com outras instituições na distribuição alimentar e de outro tipo de mantimentos, na formação infantil, júnior e sénior e, nesta área específica, na formação e apoio a crianças em risco e, também, no apoio a instituições que acolhem animais abandonados e mal tratados” e cujas iniciativas são “lideradas pelos trabalhadores da empresa”.

Para a presidente do projecto “SOS Bebé”, Suzete Lino, esta ajuda “é fundamental para o apoio que prestamos a estas crianças, e às suas famílias”, tendo esta iniciativa sido “uma grande ajuda e que nos vai permitir ter capacidade de resposta durante cerca de três a quatro meses”.

Suzete Lino salienta ainda o facto de serem “cada vez mais as famílias que nos pedem apoio e a quem, muitas vezes, não conseguimos dar resposta”. Aliás, a responsável por aquele projecto lamenta que “seja a própria Segurança Social que não dê nenhuma espécie de apoio a estas famílias e ainda as encaminha para nós que, por vezes, não temos como as ajudar”. Aliás, uma das grandes lacunas deste projecto prende-se com as instalações onde se encontra, uma vez que as mesmas não têm capacidade “para podermos, de alguma forma, prestar um apoio mais alargado a estas mães, muitas das quais bastante novas, desempregadas e a necessitar de outro tipo de acompanhamento, nomeadamente de formação profissional e assistência psicológica”.

Resta a Suzete Lino continuar a aguardar pela concretização do seu sonho: um espaço condigno onde possa atender, e fazer mais, por estas famílias.

 

(Fonte: Ana Maria Santos, O Setubalense, 6/2/12.)

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